
1.4.1.1 - A descoberta dos metais preciosos
“Em princípios do séc. XVIII os habitantes primitivos se haviam recolhido até um pouco além da região de Rio Claro. Nessa época, a população europeizada da capitania de São Paulo não ultrapassava os 50 mil. Apenas nove núcleos nas bordas do platô, inclusive a capital , tinham sido elevados à categoria de cidade. Essa vasta região de solo fértil e clima temperado, uma fronteira de terras inexploradas, estava aberta à população pioneira.” (Dean, Warren. “Rio Claro – Um Sistema Brasileiro de Grande Lavoura – 1820-1920”.
Esse vasto território, depois do planalto, fértil e convidativo, serviu de palco para o grande desenvolvimento que se seguiria a partir da descoberta do ouro na região das Minas Gerais. Esse episódio atraiu centenas de colonos e milhares de portugueses.
Como a região das Minas Gerais não era dedicada à agricultura a falta de alimentos provocou um tráfico de produtos que vinham de longe carregados por tropas de mulas.
Como na região sul da colônia, os paulistas tinham atacado as missões jesuíticas, e aprisionado índios, o gado criado por essas populações se espalhou pelos campos, principalmente nas áreas que formam o Rio Grande do Sul. As bandeiras Paulistas passaram a abrir caminhos e comercializar esse gado através das feiras e abastecer a região das Minas com a carne e todos os seus derivados.
Uma das principais feiras acontecia onde hoje é a cidade de Sorocaba.
“O mais importante dos caminhos terrestres, que passaram por Jundiaí e Campinas, foi aberto em 1.722 por Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhanguera) e ligava São Paulo a Cuiabá. Outro caminho conhecido como “ o Picadão”, foi aberto por Luís Pedroso de Barros. Partindo de Itu passava por Piracicaba avançando na direção dos sertões de Araraquara. Com o objetivo de promover a ocupação do território, ao longo das novas rotas, houve a doação de sesmarias. Assim, as velhas tribos dos tupis e bandeirantes ficavam mais povoadas, pontilhadas de pousos.” (Atlas Municipal Escolar – Obra citada na Introdução.