
O início do século XIX será marcado por agitações e transformações de toda ordem.
A região das Minas Gerais ainda vivia o auge da produção de metais preciosos. A descoberta desses metais em Goiás e Mato Grosso consolidaram certos caminhos, alguns, anteriormente, já explorados pelos indígenas. Rio Claro, como já se disse foi um desses pousos de tropas, um lugar de passagem.
Consta que um desses locais, área onde foi um campo de futebol e hoje é uma área conhecida como Espaço Livre, era um desses pousos, onde foi construída uma capela em louvor à Santa Cruz. Teria sido o núcleo inicial do povoamento de Rio Claro.
Como era a economia desses lugares?
Praticava-se, como não poderia deixar de ser, a lavoura de subsistência. Evidentemente, praticava-se, também, um pequeno comércio, onde o açúcar e a cachaça tinham certa importância. Provavelmente, remanescentes das tribos indígenas e casais de brancos pobres habitavam esses pousos em casas de pau-a-pique. Esses lugares foram se formando ao longo de todo o século XVIII. (ver 1.1.4.1)
(foto – Atlas)
É preciso lembrar que, nas regiões onde se exploravam os metais preciosos, poucas culturas foram estabelecidas. Ocorreram verdadeiras crises de alimentos. Todas essas regiões precisavam ser abastecidas. Os principais produtos eram o charque, o açúcar, a cachaça, o milho. O café ainda não era plantado em larga escala.