
Além da ocupação desordenada que formaram os caminhos de passagem para Mato Grosso e Goiás, o governo português resolveu distribuir sesmarias. Estas eram doadas a pessoas ricas e influentes que aceitassem a missão de povoar as regiões que o governo pretendia explorar. Isso começou a ocorrer já no século XVIII.
“A primeira sesmaria doada na região de Rio Claro foi a de Francisco Pereira de Carvalho. Não se sabe o ano exato da doação, mas pelo registro das “Sesmarias e Patentes”, foi entre 1739 e 1742. O período de doação do maior número de sesmarias no Sertão do Morro Azul foi de 1817 a 1821. Essas sesmarias atraíram para a região famílias que viviam em Itu, Piracicaba, Mogi-Mirim e Jundiaí. A terra foi sendo ocupada e os posseiros foram expulsos e fugiram para a floresta.
Nos primeiros 30 anos do século XIX, os sesmeiros em Rio Claro cultivavam cana-de-açúcar porque já tinham experiência em Itu e Campinas. Praticavam a lavoura canavieira com tecnologia antiga: derrubada, queimada e plantio, sem se preocupar com a fertilidade do solo” (Atlas Municipal e Escolar – ob.cit.)
(foto: Sesmarias do Corumbataí e Morro Azul” (Agenda do Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro “Oscar de Arruda Penteado” para o Ano de 2003).